Sou um todo que é misto de alegrias e tristezas, de dores agudas e de novas manhãs que chegam pra levar, com o fim da noite, as dores que mais dilaceram. Sou risos espontâneos e lágrimas fugidias. Sou sofrimento e felicidade. Sou saudade e reaproximação. Sou feita de dias radiantes desol e noites encobertas em névoa, em silêncio mais doído. É desse paradoxo constante e coexistente que sou feita. Sou não mais do que aquilo que sinto. Sou o que mostro aos outros, de maneira gratuita. E aprendi que existem coisas – fundamentais – que só o sofrimento ensina. Ele faz de nós a mais resistente das rochas, mas também nos faz mansidão.
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